2007/07/26

Eis que chegamos à silly, really silly season!!!

Um centro de mediação e arbitragem no mundo virtual do Second Life, que poderá ser utilizado para resolver conflitos resultantes de relações de consumo ou de contratos, vai ser lançado sexta-feira pelo Ministério da Justiça.

"Portugal torna-se o primeiro Estado a disponibilizar um meio de resolução de litígios no Second Life", realça em comunicado emitido hoje o Ministério da Justiça.

O secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, apresenta sexta-feira na Universidade de Aveiro esse projecto, designado e-Justice Centre - Centro de Mediação e Arbitragem, desenvolvido pelo Ministério da Justiça, em cooperação com a Universidade de Aveiro e a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

in LUSA

2007/07/25

Pergunto-me

O que não se diria e escreveria por aí se Barroso, Santana ou Mendes fechassem o acesso do povo a uma inauguração de uma Ponte? Não tivessem demitido de imediato a menina Margarida da DREN? "Desviassem" velhinhos de Fátima para a uma sessão de palmas a um candidato? Pagassem a crianças para ajudarem na propaganda governamental? Instituissem uma Comissão para carteira do jornalista?

Palmas a 30 euros

Preparava-me para ouvir o histriónico militante Luís Filipe Menezes anunciar a sua candidatura – Mendes suspirava de alívio - quando me entra pelos olhinhos adentro uma sala de aula. Não uma sala de aula qualquer, tratava-se do futuro, do Plano Tecnológico para a Escola. Quadro interactivo, carteiras com ecrãs, meninos e professor sob o olhar atento do PM e ME.

Brilhante, espectacular e sobretudo raro pela época de aulas que eu julgava terminada.
Completamente a despropósito uma jornalista, a soldo da oposição com certeza, resolve perguntar a um petiz o que para ali anda a fazer. Ainda mais a despropósito o crianço idiota diz que não sabe puto, sabe é o nome da empresa de publicidade e do dinheirinho que lhe vão dar.

O PM põe-se a gaguejar um disparate ainda pior e acaba zangado, não sei bem com quem e realmente porquê. Com o assessor mais à mão? Com a RTP?

Pobre país que tem como PM alguém que precisa de pagar para lhe baterem palmas e lhe assegurarem que tudo vai bem.

Na inauguração de uma ponte ribatejana fechou o circo para os amigos, a populaça ficou ao largo bem como o perigo de apupos – ele não gosta nada de apupos – depois uma série de velhinhos foram desviados da rota do altar do mundo para o altis do Costa e agora já pagam às criancinhas para fingirem que são o futuro.

Pobre país, pobre governo e pobre do PM.

Ai as directas, ai, ai

O povo social-democrata está inquieto. O PSD vai mal. A oposição vai mal. O Mendes vai mal. Porquê? Porque perdeu eleições? Porque Mendes não tem centímetros? Porque não tem apelido sonante? Porque vem de Fafe? Boa parte não sabe e nem quer saber. Quer abanar o barco, mesmo se para isso tiver de fazer furinhos no casco. Vale tudo.Não lhes ocorre, pobres diabos, que o mal do PSD é não estar no Governo

2007/06/27

Quandos os liberais acumunistam

Que bonita confusão de narizes em que se envolveram CAA e Carlos do Carmo Carapinha, (avesso a siglas), sobre uma troca de opiniões mais acalorada.



CAA, que merece menos atenção que se possa julgar, escreve coisas muito acertadas, acertadas, disparates e por vezes, anormalidades cósmicas que de, quando em vez, se dispõe a apagar antes que atinjam proporções maiores.

Carlos do Carmo Carapinha, também.

A blogosfera é o local ideal para tais coisas, isso torna-a rica e digna de nota.

Se há alguma coisa em que posso concordar nesta história toda, sem grande importância de resto, é uma enervante tendência para os liberais se aproximarem cada vez mais, na forma e métodos de argumentação, dos velhos rapazes do extinto Barnabé.

Aquilo a que VPV um dia criticou em Cavaco e Vital Moreira, a vertigem de procurarem a desclassificação do adversário como elemento válido numa discussão, o que é pena e os cobre de vergonha.

Siglas & Siglas

Foi com alguma previsibilidade que li o que FAL escreveu sobre FN a propósito das confusões cómicas sobre a EPAL, EPUL e IPPAR no DN.

Previsível porque só um marciano que não leia o FAL no CF e no DN, sabendo com que linhas se cose na AR, imaginaria que existiria alguma diferença entre o jornalista FAL no DN e o FAL no CF, mais o FAL que bebe de HLC e HF aquilo que sabe escrever sobre seja o que for.
FAL lá vai KISS enquanto pode, imaginando que quem o realmente lê possui um QI tão baixo que não veja bem que entre o que escreve FAL e diz HLC,HF, etc... não existe diferença.

2007/06/15

As Margaridas desta vida

Confesso que abri o Diário de Notícias, sim eu costumo abrir o diário porque estou em fase de treinar um cachorro a fazer chichi o mais perto possível da caixa de serradura, ele ainda não está convencido que a dita absorva melhor o chichi que o DN, o que me leva a concluir que tenho um cachorro especialmente inteligente.

No entanto, verifiquei que figurava uma entrevista com a extraordinária e rubenesca Senhora Margarida Moreira de dedo espetado, uma marca própria dos socialistas socráticos. A parte mais suculenta, se me for permitida a alusão gastronómica, foi onde a mesma Senhora nos alertou para o facto de não gostava de se vitimizar como mulher.

Pondo de parte a dificuldade de a imaginar vitimizar-se como homem, julgo claramente abusivo juntar os dois conceitos na pessoa em causa.

Não concebo, das inúmeras variedades que uma relação poderá ter lugar entre a Senhora e outra parte qualquer, uma só em que ela pudesse ser vítima. O mesmo já não estou tão certo quanto à outra parte.

Lembrei-me disto ao ouvir o Ministro Correia de Campos ontem

Um dia Churchill comentou em plena Câmara, após ouvir um qualquer Ministro das Finanças (ele também foi) especialmente inábil, que quando era miúdo tinha ido ao circo porque queria ver, no meio de um desfilar de monstruosidades, o famoso “homem borracha”, no entanto os pais dele não o deixaram por considerar o dito espectáculo demasiado traumatizante para um miúdo.
Comentou ele então que tivera de esperar quase 50 anos mas finalmente vira o “homem borracha”, não no circo mas afinal no Ministério das Finanças.

2007/06/08

Uma questão de espelhos

O novo socialismo de José Sócrates nada tem de novo, repete as mesmas e estafadas soluções que no passado espelharam a magnifica falta de ligação à realidade desse grupo de notáveis que pululam pelo Partido Socialista.

José Sócrates, armado de um conjunto admirável de frases feitas e um dedinho espetado no ar, quando não para todos os outros que com ele não concordem, iniciou então – determinado – o trajecto para o mais mal cheiroso dos pântanos.

Nada disto nos deveria espantar, basta para tal recordar as nobres intenções com que Sócrates nos brindou no seu programa de governo.
Logo ali, pedia “…uma atitude mais pró-activa”, avisando que “ temos todos de nos empenhar em criar uma imagem mais positiva do nosso país” e que, para que não persistissem dúvidas, que era seu “desígnio é formar uma aliança entre vastas camadas da sociedade portuguesa” com o propósito, mais uma vez, de “ projectar internamente e no Mundo uma boa imagem de Portugal e dos portugueses”, não lhe ocorrendo que para além da inexistência das tais vastas camadas da sociedade portuguesa, o Mundo não tivesse a mais leve intenção de se preocupar com a imagem do país e seus autóctones ou os ditos com a sua imagem perante o Mundo.

.Com a subtileza com que nos habituara no passado, Sócrates esclarecia ao tal Mundo que para além da imagem e a tal da atitude pró-activa, pouco mais nos separaria das grandes nações do planeta terra.

No planeta terra ninguém se comoveu e a vida continuou imperturbável.

Sócrates ficou, no entanto, verdadeiramente comovido e com a tal determinação que diz possuir tratou de interiorizar os nobres desígnios que anunciara, aplicando-se para que e pelo menos no seu caso particular, fossem atingidos os objectivos.

A sua imagem e a tal “projecção”, foram então geridas com uma competência sem par em toda a administração pública, não sendo esse esforço ignorado por boa parte dos jornalistas e aplaudido com entusiasmo por notáveis comentadores nacionais.
Apesar de tão comovente exemplo o país - e os portugueses - resolveram não o seguir e ficou apenas Sócrates a fingir que era Portugal.

Previsivelmente, muitos jornalistas e comentadores, confundiram os resultados obtidos por Sócrates com os obtidos pelo país. Não é por acaso que se viram em dificuldades para lidarem com os sucessivos episódios que Sócrates e o seu governo vêm alegrando a nossa vida.

Se uns se mostravam subitamente indignados com o logro em que, por sua culpa exclusiva, tinham caído, os outros negavam com todas a suas forças que algo se passava e outros ainda, davam novos exemplos de lealdade ao chefe e ao seu “sonho” por palavras ou extraordinárias demonstrações de lealdade como a ocorrida com um obscuro ex-deputado de nome Charrua.

2007/05/30

Nada como esclarecer as coisinhas

Os deputados do PS impediram ontem a audição imediata da ministra da Educação no Parlamento, como pretendia o PSD, adiando todas as explicações sobre o caso DREN e o afastamento do professor Charrua para quando estiver concluído o inquérito em curso à situação."

A situação está ainda no plano administrativo, não chegou ao gabinete" de Maria de Lurdes Rodrigues. "Quando a ministra puder dar alguma explicação, deverá dá-la, mas nunca antes", defendeu Manuela de Melo do princípio ao fim da reunião da Comissão de Educação, onde o assunto foi discutido, rejeitando todos os argumentos da oposição.

E foram muitos."Há sanções a serem aplicadas para punir um delito de opinião, um professor viu a sua requisição de serviço terminada ilegalmente, há recursos hierárquicos e a ministra não sabe de nada? Mesmo que não soubesse, tinha de procurar saber", disparou Pedro Duarte (PSD).

"O que vocês estão a fazer é arranjar expedientes dilatórios para dar cobertura ao clima de medo generalizado na Administração Pública, a omissão da ministra da Educação e do primeiro-ministro fomentam a intimidação", juntou.

"Fernando Charrua foi saneado do serviço em que estava há muitos anos e voltou à escola de origem", acrescentou Emídio Guerreiro, também social-democrata. "Há um processo político que tem responsabilidades políticas e o PS está a ser cúmplice neste processo", acusou.

Em defesa do PS, João Bernardo acabou por fazer uma revelação: "Não há nenhuma suspensão preventiva do professor; se houve, foi cancelada. Se houve recurso, já não há.

O que houve, prosseguiu, foi uma reavaliação da confiança política que fundamenta a requisição de serviço feita anualmente: *

O professor está na sua função de origem, não há qualquer sanção."

(...)

in Publico

* Quem me souber traduzir isto de outra maneira do que uma simples sanção decorrente de um delito de opinião, agradecia.

Liberdade de Imprensa Socialista

O Sindicato dos Jornalistas denunciou ontem no Parlamento que profissionais experientes e incómodos para os órgãos de comunicação social estão a ser expulsos das redacções.

Na reunião, destinada a discutir o novo estatuto da classe, o PS admitiu abandonar a proposta de sanções pecuniárias para os jornalistas que infrijam as regras disciplinares previstas no projecto de lei do Governo.

A profissão de jornalista é muitas vezes exercida em condições de precariedade contratutal e "sob a ameaça permanente de reestruturações que conduzem ao emagrecimento das redacções e ao seu empobrecimento", afirmou o presidente do sindicato da classe (SJ), Alfredo Maia, aos deputados da Subcomissão de Comunicação Social. "Jornalistas experientes e com capacidade crítica foram expulsos das redacções", ilustrou.

A denúncia tinha como objectivo mostrar que a autonomia editorial e a independência económica são condições necessárias para que os jornalistas possam ser responsabilizados pelo seu trabalho, tal como prevê o diploma do Governo.

Mas a gravidade das afirmações levou o deputado do PSD Luís Campos Ferreira a propor uma nova reunião "de urgência" com o SJ apenas sobre este assunto. O encontro ficou acordado, mas poderá realizar-se à porta fechada, com o sindicato a justificar "a necessidade de reserva da publicidade de nomes daqueles que foram expulsos", com o "medo" existente "dentro e fora das redacções" e o risco de "inviabilizar a sua futura integração nas redacções".

Ontem durante a discussão das alterações ao Estatuto do Jornalista o PS admitiu, no documento final, desistir da exigência do pagamento de coimas pelos jornalistas que infrinjam as regras deontológicas, algo proposto pelo Governo e que tem sido contestado pela oposição. "Se é essa a dificuldade, retiremos as sanções pecuniárias", concedeu o deputado socialista e ex-secretário de Estado da Comunicação Social Arons de Carvalho, salientando que o PS já tinha proposto uma alteração à proposta inicial para que este pagamento só fosse aplicado quando o jornalistas já tivesse tido três advertências por violação das regras disciplinares no espaço de três anos.

O PSD insistiu também na necessidade de dotar a comissão da carteira profissional - que de acordo com o novo diploma passa a exercer funções de regulação disciplinares - de meios para poder exercer as novas competências.

A protecção dos direitos de autor foi ontem outra das questões levantadas. O sindicato diz-se preocupado com a proposta do Governo que permite às empresas de comunicação disporem de um artigo do jornalista durante o mês seguinte à sua primeira publicação.

De acordo com a proposta do Governo, as empresas podem republicá-lo e distribuí-lo noutros órgãos do grupo sem que isso implique uma remuneração acrescida para o jornalista. "A empresa é dona e senhora dos artigos durante 30 dias, o que lhes permite renegociar os artigos com as empresas de climping", defendeu Maia.

Já o PS argumenta que esta é a primeira vez que a possibilidade de a entidade empregadora utilizar os artigos dos jornalistas é limitada. "Esta lei não traz nenhum agravamento da situação. Esse direito [de utilização do trabalho do jornalista] fica balizado, o que até agora não acontecia", salienta Arons de Carvalho.

Nova reunião poderá ser à porta fechada para protecção de jornalistas "expulsos" de redacções*

in Público

* Como é clarinho, o PS não quer a porta fechada para se falar nestas questões.

2007/05/24

Um problema de escolha de palavras

«Fazer um aeroporto na margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas», disse Mário Lino durante um almoço debate sobre «O Novo Aeroporto de Lisboa», promovido pela Ordem dos Economistas.

Quase chorei com a bondade implícita nas suaves palavras de Lino, sem noção nenhuma de que caíram uns muros, que naquela cabeça ainda se mantêm, avisa-nos com um sorriso que não quer deslocar sovieticamente uns milhões para um deserto qualquer lá para sul.
Lino bem pode ter saído do Partido Comunista, estou na dúvida é se o Partido Comunista saiu do Ministro Lino.

Mas o que seria um problema de escolha de palavras, como atempadamente veio o Senador Almeida Santos, com igual bondade e cuidado avisar-nos, ficou feito em estilhaços quando o vetusto Senador no alertou, a propósito, dos perigos do dinamite nas estruturas que mantêm a nossa capital em contacto com os desertos a sul.

Assim, entre a ameaça de nos dinamitarem as pontes, deslocarem milhares de pessoas e outros horrores, chegamos à única solução possível e aceitável: Todos para a OTA.

Ler mais aqui:

ALMEIDA SANTOS: O DELÍRIO
MÁRIO LINO: O DELÍRIO
Ora vamos a um "um supÔÔnhamos".

2007/05/21

e palmas comprometidas para o Telmo

Live and in colour, Portas anuncia dois nomes de ilustres desconhecidos, cujos nomes não decorei, mas o último é o vereador que talvés, talvez, talvés.... bem que se calhar o PP vai eleger em Lisboa, depois deu-nos a Teggy, Tegy, a Teresinha e Nobre Guedes para fechar com nota de ouro, oiro... enfim, uma nota qualquer, o nome do presidente do grupo parlamentar, Telmo Correia (o único com nome mais popularucho lá do burgo) para Presidente da Câmara.

Ou seja, Telmo não ganha e volta para a AR, onde de resto não sai, Nobre Guedes tem mais com que se chatear, a Teresa Caeiro tem mais que fazer e sobra uma tal "não sei das quantas" que é muita competente...

Quanto menos se esperava eis que...




Note-se que mesmo para um entertenimento bacoco e atarantado como os filmes anteriores, com excepção do primeiro filme, nada de tão sangreto e brutal fora introduzido no plot.

Isto, esta coisa que ai vem, é também sinal dos tempos e do pessimismo em que este nosso mundo revolve.