Cá estou regressado à nossa querida aldeia, entenda-se Lisboa, vindo da província com o carro atulhado de coisas fabulosas, entre elas 3 camisas da feira com um campino pespegado e cujo o defeito me garantiram “nem se notar” e um relógio novo que me custou 40 euros mas que é feito de “titááánêo” e “na mete água a 400 metros”, que presumo seja a distância do dito relógio até à água e já não de profundidade, de resto é coisa que nem devia preocupar o vendedor porque não me imagino sequer a 4 metros de profundidade porque os cigarros arruinaram-me a capacidade torácica.
Verifiquei aliviado que não só nada mudou como se manteve, como por pirraça, graniticamente na mesma. A cidade está cheia onde devia estar vazia e vazia onde devia estar cheia, à semelhança de um areal deserto, os lisboetas regem-se pelo mesmo édito que os portuenses ou outros, “onde caga um português cagam logo dois ou três”, pelo que experimentei algo diferente como parar a olhar para um poste de electricidade durante 1 minuto e em pouco tempo se juntou gente amiga para comigo fazerem figuras de tontinhos. E isto vale para quase tudo, menos para os filhos e respectiva, esses parecem fazer o contrário, julgo que para não me verem tão divertido.
Lidas as opiniões, entre o Vasco (o mais original) e as novas esperanças na blogosfera, em que a doentia trupe liberal se destaca pela vacuidade, está tudo rigorosamente na mesma. Posso zarpar para outro continente que por aqui, Sócrates é arrogante, Mendes esforçadinho “mas por amor de Deus nunca vai a eleições”, Menezes é intelectualmente esquivo (o que constitui uma ofensa para quem realmente o é), Louça espertíssimo e Cavaco muito inteligente.
Neste tempos em que o Senhor Primeiro nos mergulhou em centenas de medidas, projectos, planos e coisas complicadíssimas que ele nos vai explicando sem grande paciência, é consolador pensar que ainda podemos ignorar o país durante 15 dias que ele se mantém exactamente na mesma. Como uma boa sopa da nossa mãe, cujo o paladar se mantém na mesma durante 34 anos ao ponto de me parecer que a panela ainda não acabou.
Que alívio meu querido Deus.
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2007/09/08
O Regresso
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2007/07/25
Palmas a 30 euros
Preparava-me para ouvir o histriónico militante Luís Filipe Menezes anunciar a sua candidatura – Mendes suspirava de alívio - quando me entra pelos olhinhos adentro uma sala de aula. Não uma sala de aula qualquer, tratava-se do futuro, do Plano Tecnológico para a Escola. Quadro interactivo, carteiras com ecrãs, meninos e professor sob o olhar atento do PM e ME.
Brilhante, espectacular e sobretudo raro pela época de aulas que eu julgava terminada.
Completamente a despropósito uma jornalista, a soldo da oposição com certeza, resolve perguntar a um petiz o que para ali anda a fazer. Ainda mais a despropósito o crianço idiota diz que não sabe puto, sabe é o nome da empresa de publicidade e do dinheirinho que lhe vão dar.
O PM põe-se a gaguejar um disparate ainda pior e acaba zangado, não sei bem com quem e realmente porquê. Com o assessor mais à mão? Com a RTP?
Pobre país que tem como PM alguém que precisa de pagar para lhe baterem palmas e lhe assegurarem que tudo vai bem.
Na inauguração de uma ponte ribatejana fechou o circo para os amigos, a populaça ficou ao largo bem como o perigo de apupos – ele não gosta nada de apupos – depois uma série de velhinhos foram desviados da rota do altar do mundo para o altis do Costa e agora já pagam às criancinhas para fingirem que são o futuro.
Pobre país, pobre governo e pobre do PM.
Brilhante, espectacular e sobretudo raro pela época de aulas que eu julgava terminada.
Completamente a despropósito uma jornalista, a soldo da oposição com certeza, resolve perguntar a um petiz o que para ali anda a fazer. Ainda mais a despropósito o crianço idiota diz que não sabe puto, sabe é o nome da empresa de publicidade e do dinheirinho que lhe vão dar.
O PM põe-se a gaguejar um disparate ainda pior e acaba zangado, não sei bem com quem e realmente porquê. Com o assessor mais à mão? Com a RTP?
Pobre país que tem como PM alguém que precisa de pagar para lhe baterem palmas e lhe assegurarem que tudo vai bem.
Na inauguração de uma ponte ribatejana fechou o circo para os amigos, a populaça ficou ao largo bem como o perigo de apupos – ele não gosta nada de apupos – depois uma série de velhinhos foram desviados da rota do altar do mundo para o altis do Costa e agora já pagam às criancinhas para fingirem que são o futuro.
Pobre país, pobre governo e pobre do PM.
2007/06/15
As Margaridas desta vida
Confesso que abri o Diário de Notícias, sim eu costumo abrir o diário porque estou em fase de treinar um cachorro a fazer chichi o mais perto possível da caixa de serradura, ele ainda não está convencido que a dita absorva melhor o chichi que o DN, o que me leva a concluir que tenho um cachorro especialmente inteligente.
No entanto, verifiquei que figurava uma entrevista com a extraordinária e rubenesca Senhora Margarida Moreira de dedo espetado, uma marca própria dos socialistas socráticos. A parte mais suculenta, se me for permitida a alusão gastronómica, foi onde a mesma Senhora nos alertou para o facto de não gostava de se vitimizar como mulher.
Pondo de parte a dificuldade de a imaginar vitimizar-se como homem, julgo claramente abusivo juntar os dois conceitos na pessoa em causa.
Não concebo, das inúmeras variedades que uma relação poderá ter lugar entre a Senhora e outra parte qualquer, uma só em que ela pudesse ser vítima. O mesmo já não estou tão certo quanto à outra parte.
No entanto, verifiquei que figurava uma entrevista com a extraordinária e rubenesca Senhora Margarida Moreira de dedo espetado, uma marca própria dos socialistas socráticos. A parte mais suculenta, se me for permitida a alusão gastronómica, foi onde a mesma Senhora nos alertou para o facto de não gostava de se vitimizar como mulher.
Pondo de parte a dificuldade de a imaginar vitimizar-se como homem, julgo claramente abusivo juntar os dois conceitos na pessoa em causa.
Não concebo, das inúmeras variedades que uma relação poderá ter lugar entre a Senhora e outra parte qualquer, uma só em que ela pudesse ser vítima. O mesmo já não estou tão certo quanto à outra parte.
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2007/06/08
Uma questão de espelhos
O novo socialismo de José Sócrates nada tem de novo, repete as mesmas e estafadas soluções que no passado espelharam a magnifica falta de ligação à realidade desse grupo de notáveis que pululam pelo Partido Socialista.
José Sócrates, armado de um conjunto admirável de frases feitas e um dedinho espetado no ar, quando não para todos os outros que com ele não concordem, iniciou então – determinado – o trajecto para o mais mal cheiroso dos pântanos.
Nada disto nos deveria espantar, basta para tal recordar as nobres intenções com que Sócrates nos brindou no seu programa de governo.
Logo ali, pedia “…uma atitude mais pró-activa”, avisando que “ temos todos de nos empenhar em criar uma imagem mais positiva do nosso país” e que, para que não persistissem dúvidas, que era seu “desígnio é formar uma aliança entre vastas camadas da sociedade portuguesa” com o propósito, mais uma vez, de “ projectar internamente e no Mundo uma boa imagem de Portugal e dos portugueses”, não lhe ocorrendo que para além da inexistência das tais vastas camadas da sociedade portuguesa, o Mundo não tivesse a mais leve intenção de se preocupar com a imagem do país e seus autóctones ou os ditos com a sua imagem perante o Mundo.
.Com a subtileza com que nos habituara no passado, Sócrates esclarecia ao tal Mundo que para além da imagem e a tal da atitude pró-activa, pouco mais nos separaria das grandes nações do planeta terra.
No planeta terra ninguém se comoveu e a vida continuou imperturbável.
Sócrates ficou, no entanto, verdadeiramente comovido e com a tal determinação que diz possuir tratou de interiorizar os nobres desígnios que anunciara, aplicando-se para que e pelo menos no seu caso particular, fossem atingidos os objectivos.
A sua imagem e a tal “projecção”, foram então geridas com uma competência sem par em toda a administração pública, não sendo esse esforço ignorado por boa parte dos jornalistas e aplaudido com entusiasmo por notáveis comentadores nacionais.
Apesar de tão comovente exemplo o país - e os portugueses - resolveram não o seguir e ficou apenas Sócrates a fingir que era Portugal.
Previsivelmente, muitos jornalistas e comentadores, confundiram os resultados obtidos por Sócrates com os obtidos pelo país. Não é por acaso que se viram em dificuldades para lidarem com os sucessivos episódios que Sócrates e o seu governo vêm alegrando a nossa vida.
Se uns se mostravam subitamente indignados com o logro em que, por sua culpa exclusiva, tinham caído, os outros negavam com todas a suas forças que algo se passava e outros ainda, davam novos exemplos de lealdade ao chefe e ao seu “sonho” por palavras ou extraordinárias demonstrações de lealdade como a ocorrida com um obscuro ex-deputado de nome Charrua.
José Sócrates, armado de um conjunto admirável de frases feitas e um dedinho espetado no ar, quando não para todos os outros que com ele não concordem, iniciou então – determinado – o trajecto para o mais mal cheiroso dos pântanos.
Nada disto nos deveria espantar, basta para tal recordar as nobres intenções com que Sócrates nos brindou no seu programa de governo.
Logo ali, pedia “…uma atitude mais pró-activa”, avisando que “ temos todos de nos empenhar em criar uma imagem mais positiva do nosso país” e que, para que não persistissem dúvidas, que era seu “desígnio é formar uma aliança entre vastas camadas da sociedade portuguesa” com o propósito, mais uma vez, de “ projectar internamente e no Mundo uma boa imagem de Portugal e dos portugueses”, não lhe ocorrendo que para além da inexistência das tais vastas camadas da sociedade portuguesa, o Mundo não tivesse a mais leve intenção de se preocupar com a imagem do país e seus autóctones ou os ditos com a sua imagem perante o Mundo.
.Com a subtileza com que nos habituara no passado, Sócrates esclarecia ao tal Mundo que para além da imagem e a tal da atitude pró-activa, pouco mais nos separaria das grandes nações do planeta terra.
No planeta terra ninguém se comoveu e a vida continuou imperturbável.
Sócrates ficou, no entanto, verdadeiramente comovido e com a tal determinação que diz possuir tratou de interiorizar os nobres desígnios que anunciara, aplicando-se para que e pelo menos no seu caso particular, fossem atingidos os objectivos.
A sua imagem e a tal “projecção”, foram então geridas com uma competência sem par em toda a administração pública, não sendo esse esforço ignorado por boa parte dos jornalistas e aplaudido com entusiasmo por notáveis comentadores nacionais.
Apesar de tão comovente exemplo o país - e os portugueses - resolveram não o seguir e ficou apenas Sócrates a fingir que era Portugal.
Previsivelmente, muitos jornalistas e comentadores, confundiram os resultados obtidos por Sócrates com os obtidos pelo país. Não é por acaso que se viram em dificuldades para lidarem com os sucessivos episódios que Sócrates e o seu governo vêm alegrando a nossa vida.
Se uns se mostravam subitamente indignados com o logro em que, por sua culpa exclusiva, tinham caído, os outros negavam com todas a suas forças que algo se passava e outros ainda, davam novos exemplos de lealdade ao chefe e ao seu “sonho” por palavras ou extraordinárias demonstrações de lealdade como a ocorrida com um obscuro ex-deputado de nome Charrua.
2007/04/17
You have one life left...
José Sócrates terá feito a cadeira de Inglês Técnico – uma das cinco que realizou na Universidade Independente para concluir a licenciatura em Engenharia Civil – através de um pequeno trabalho entregue numa folha A4, que fez chegar ao reitor acompanhado de um cartão do seu gabinete de secretário de Estado.
O cartão e a folha A4 foram encontrados no processo do aluno José Sócrates pela nova equipa que está à frente da Universidade Independente.
O SOL apurou que está previsto estes dois documentos serem apresentados durante a anunciada conferência de imprensa da nova direcção, com a indicação de que o dossiê escolar de Sócrates, nesta cadeira, não contém qualquer outro elemento de avaliação.
Um destes documentos é, então, um cartão de José Sócrates (subscrito enquanto secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente e que tem o timbre do seu gabinete), em que este escreveu, pelo seu punho: «Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês».
Agrafada a este cartão, está uma folha A4, com um pequeno texto em inglês, que corresponderá à resposta a menos de uma dezena de alíneas.
Segundo apurou o SOL, este «trabalho para a cadeira de Inglês» é o único documento escolar de Sócrates desta cadeira e terá servido para concluir a sua avaliação final a Inglês Técnico.
Contactado, o gabinete do primeiro-ministro informa que, a haver comentários ao caso, ficarão para depois da conferência de imprensa da UnI.
A conferência de imprensa, que estava marcada para hoje às 18h foi entretanto adiada para amanhã, quarta-feira.
Ontem, a direcção da UnI prometeu revelações importantes na investigação empreendida pela Universidade ao processo do aluno José Sócrates.
graca.rosendo@sol.pt
felicia.cabrita@sol.pt
O cartão e a folha A4 foram encontrados no processo do aluno José Sócrates pela nova equipa que está à frente da Universidade Independente.
O SOL apurou que está previsto estes dois documentos serem apresentados durante a anunciada conferência de imprensa da nova direcção, com a indicação de que o dossiê escolar de Sócrates, nesta cadeira, não contém qualquer outro elemento de avaliação.
Um destes documentos é, então, um cartão de José Sócrates (subscrito enquanto secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente e que tem o timbre do seu gabinete), em que este escreveu, pelo seu punho: «Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês».
Agrafada a este cartão, está uma folha A4, com um pequeno texto em inglês, que corresponderá à resposta a menos de uma dezena de alíneas.
Segundo apurou o SOL, este «trabalho para a cadeira de Inglês» é o único documento escolar de Sócrates desta cadeira e terá servido para concluir a sua avaliação final a Inglês Técnico.
Contactado, o gabinete do primeiro-ministro informa que, a haver comentários ao caso, ficarão para depois da conferência de imprensa da UnI.
A conferência de imprensa, que estava marcada para hoje às 18h foi entretanto adiada para amanhã, quarta-feira.
Ontem, a direcção da UnI prometeu revelações importantes na investigação empreendida pela Universidade ao processo do aluno José Sócrates.
graca.rosendo@sol.pt
felicia.cabrita@sol.pt
2007/01/08
Cavaco Silva
… eis que o nosso Aníbal falou, outra vez, ao país que ele se esforça por recuperar.
E que disse cavaco de tão transcendente que nem os mais excelentes bloggers e comentadores oficiais do reino puderam ignorar? Pouca coisa. Resumindo disse que quer resultados concretos.
Como escreveu o duo dinâmico “Constança/Pulido Valente”, fica a dúvida de se saber de que falava cavaco quando apelidou este Governo de “reformista”?
Não acho que o próprio Cavaco estivesse a pensar que ia ter tanto sucesso, afinal o que pede ele que qualquer gato pingado não peça? Nada.
Certo foi que de um lado tivemos um PS emburrado e dou outro um PSD aos pulinhos a imaginar a dor de cabeça que Sócrates estava a ter. Estão os dois errados, como de costume, por razões mais do que óbvias.
Uma delas é que quem diz que Sócrates é reformador é porque não lhe vê dificuldades em apresentar resultados, a não ser que saiba que estes não existem e assim esta exigência é um exercício de retórica e ponto final.
Outra, é que nem o PSD deve imaginar que Sócrates seja estúpido para não apresentar nada, nem que seja uma aparência de resultados, nem o PS deve esperar muitas dificuldades de Cavaco enquanto tiverem uma maioria absoluta.
Uma última razão (sinto-me especialmente generoso para dar mais uma) é que…tcham, tcham… Sócrates ainda tem uma maioria.
E que disse cavaco de tão transcendente que nem os mais excelentes bloggers e comentadores oficiais do reino puderam ignorar? Pouca coisa. Resumindo disse que quer resultados concretos.
Como escreveu o duo dinâmico “Constança/Pulido Valente”, fica a dúvida de se saber de que falava cavaco quando apelidou este Governo de “reformista”?
Não acho que o próprio Cavaco estivesse a pensar que ia ter tanto sucesso, afinal o que pede ele que qualquer gato pingado não peça? Nada.
Certo foi que de um lado tivemos um PS emburrado e dou outro um PSD aos pulinhos a imaginar a dor de cabeça que Sócrates estava a ter. Estão os dois errados, como de costume, por razões mais do que óbvias.
Uma delas é que quem diz que Sócrates é reformador é porque não lhe vê dificuldades em apresentar resultados, a não ser que saiba que estes não existem e assim esta exigência é um exercício de retórica e ponto final.
Outra, é que nem o PSD deve imaginar que Sócrates seja estúpido para não apresentar nada, nem que seja uma aparência de resultados, nem o PS deve esperar muitas dificuldades de Cavaco enquanto tiverem uma maioria absoluta.
Uma última razão (sinto-me especialmente generoso para dar mais uma) é que…tcham, tcham… Sócrates ainda tem uma maioria.
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