Existem boas almas como o Paulo Marcelo que ao que parece, se preocupam muito com as directas do PSD e uma miríade de coisas que a elas julgam ligadas.
Paulo Marcelo, certamente por bondade, eleva a coisa a patamares nunca vistos. A saber, imagina que é benéfico “discutir política” e para tal (aqui escorrega) oferece o exemplo dos debates dos candidatos socialistas nos idos de 2004, fantasiando sobre uma tal de “rampa de lançamento” que impulsionou o decidido Sócrates para o firmamento e por acaso, para PM.
Pondo de parte a história do santanismo, o que João Soares, Alegre e Sócrates discutiam era um mais que provável lugar de PM, com a vantagem de não terem de emitir ideias.
Sócrates provou com competência que era o que tinha menos ideias dos três, Costa descansou, os socialistas também.
Ora, nem Mendes nem Menezes estão a discutir sérias probabilidades de serem o próximo PM, nem será possível – eu diria aconselhável – que discutam ideias.
Assim e bem, Menezes diz que vai para a rua, ouvir os descontentes, o que é um exercício bom para os pulmões desde de que saia do centro de Gaia e Mendes faz mais uma volta ao país e finge que acredita que há verdadeira lealdade nos génios que gerem distritais, secções, juntas e coisas desse calibre.
Paulo Marcelo, que é realmente boa pessoa, acha que existem argumentos que possam ganhar o poder, acha mesmo que se devem ouvir especialistas e “apostar nas pessoas certas” (?!!), cortar com os barões, baronetes e pasme-se cortar com o cavaquismo. (!!!!!!)
Se Mendes leu o artigo, deve ter pensado que se há sujeito que vai ser proibido de entrar na sede é o Paulo Marcelo.
Vejamos, no campo das ideias não há grande coisa a inventar: Entre “apostar na qualidade”, “consensos nacionais”, “pactos” e “apostar na inovação”, “modernizar” e outras coisas que por si só são inatacáveis e qualquer critica indicadora de uma perigosa tendência em se estar contra “o progresso”, não existem muito mais coisas para discutir.
Os portugueses, os militantes partidários sobretudo, não querem que os macem com essa coisa das “ideias”, assim teriam de se recordar que há 300 anos que não se escreve nada sobre teoria económica, politica, social e com a excepção do tresloucado do Oliveira Martins, nada sobre história.
A descoberta, por intermédio de especialistas, de soluções que salvem Portugal do atraso, esbarram sempre no facto de há mais de 30 anos que falamos de reformas na educação que iam catapultar Portugal para o pelotão da Europa.
Todas ideias muito concretas que nem sequer eram ideias, eram e são apenas mecanismos de defesa verbal contra o que qualquer portuguêrs mais abomina, a perda da sua “identidade nacional”.
Caro Paulo, os sociais-democratas – que não existem de resto – acarinham Cavaco como qualquer Torie acarinha Tatcher, sem comparar o génio de uma e a vaidade do outro, se cortarem em alguma coisa é no que os possa irritar.
Tirando isto tudo, Mendes não tem muito para oferecer para além de boas intenções, Menezes desconhece essa possibilidade, os novos militantes já são velhos e rurais mesmo que militem em Benfica ou em Gaia.
O PSD não seria eterno em Inglaterra, França ou Itália, por cá antevejo um futuro brilhante, sempre com a preciosa ajuda das “pessoas certas”.
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2007/09/14
2007/09/08
O Regresso
Cá estou regressado à nossa querida aldeia, entenda-se Lisboa, vindo da província com o carro atulhado de coisas fabulosas, entre elas 3 camisas da feira com um campino pespegado e cujo o defeito me garantiram “nem se notar” e um relógio novo que me custou 40 euros mas que é feito de “titááánêo” e “na mete água a 400 metros”, que presumo seja a distância do dito relógio até à água e já não de profundidade, de resto é coisa que nem devia preocupar o vendedor porque não me imagino sequer a 4 metros de profundidade porque os cigarros arruinaram-me a capacidade torácica.
Verifiquei aliviado que não só nada mudou como se manteve, como por pirraça, graniticamente na mesma. A cidade está cheia onde devia estar vazia e vazia onde devia estar cheia, à semelhança de um areal deserto, os lisboetas regem-se pelo mesmo édito que os portuenses ou outros, “onde caga um português cagam logo dois ou três”, pelo que experimentei algo diferente como parar a olhar para um poste de electricidade durante 1 minuto e em pouco tempo se juntou gente amiga para comigo fazerem figuras de tontinhos. E isto vale para quase tudo, menos para os filhos e respectiva, esses parecem fazer o contrário, julgo que para não me verem tão divertido.
Lidas as opiniões, entre o Vasco (o mais original) e as novas esperanças na blogosfera, em que a doentia trupe liberal se destaca pela vacuidade, está tudo rigorosamente na mesma. Posso zarpar para outro continente que por aqui, Sócrates é arrogante, Mendes esforçadinho “mas por amor de Deus nunca vai a eleições”, Menezes é intelectualmente esquivo (o que constitui uma ofensa para quem realmente o é), Louça espertíssimo e Cavaco muito inteligente.
Neste tempos em que o Senhor Primeiro nos mergulhou em centenas de medidas, projectos, planos e coisas complicadíssimas que ele nos vai explicando sem grande paciência, é consolador pensar que ainda podemos ignorar o país durante 15 dias que ele se mantém exactamente na mesma. Como uma boa sopa da nossa mãe, cujo o paladar se mantém na mesma durante 34 anos ao ponto de me parecer que a panela ainda não acabou.
Que alívio meu querido Deus.
Verifiquei aliviado que não só nada mudou como se manteve, como por pirraça, graniticamente na mesma. A cidade está cheia onde devia estar vazia e vazia onde devia estar cheia, à semelhança de um areal deserto, os lisboetas regem-se pelo mesmo édito que os portuenses ou outros, “onde caga um português cagam logo dois ou três”, pelo que experimentei algo diferente como parar a olhar para um poste de electricidade durante 1 minuto e em pouco tempo se juntou gente amiga para comigo fazerem figuras de tontinhos. E isto vale para quase tudo, menos para os filhos e respectiva, esses parecem fazer o contrário, julgo que para não me verem tão divertido.
Lidas as opiniões, entre o Vasco (o mais original) e as novas esperanças na blogosfera, em que a doentia trupe liberal se destaca pela vacuidade, está tudo rigorosamente na mesma. Posso zarpar para outro continente que por aqui, Sócrates é arrogante, Mendes esforçadinho “mas por amor de Deus nunca vai a eleições”, Menezes é intelectualmente esquivo (o que constitui uma ofensa para quem realmente o é), Louça espertíssimo e Cavaco muito inteligente.
Neste tempos em que o Senhor Primeiro nos mergulhou em centenas de medidas, projectos, planos e coisas complicadíssimas que ele nos vai explicando sem grande paciência, é consolador pensar que ainda podemos ignorar o país durante 15 dias que ele se mantém exactamente na mesma. Como uma boa sopa da nossa mãe, cujo o paladar se mantém na mesma durante 34 anos ao ponto de me parecer que a panela ainda não acabou.
Que alívio meu querido Deus.
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2007/06/15
Lembrei-me disto ao ouvir o Ministro Correia de Campos ontem
Um dia Churchill comentou em plena Câmara, após ouvir um qualquer Ministro das Finanças (ele também foi) especialmente inábil, que quando era miúdo tinha ido ao circo porque queria ver, no meio de um desfilar de monstruosidades, o famoso “homem borracha”, no entanto os pais dele não o deixaram por considerar o dito espectáculo demasiado traumatizante para um miúdo.
Comentou ele então que tivera de esperar quase 50 anos mas finalmente vira o “homem borracha”, não no circo mas afinal no Ministério das Finanças.
Comentou ele então que tivera de esperar quase 50 anos mas finalmente vira o “homem borracha”, não no circo mas afinal no Ministério das Finanças.
2007/06/08
Uma questão de espelhos
O novo socialismo de José Sócrates nada tem de novo, repete as mesmas e estafadas soluções que no passado espelharam a magnifica falta de ligação à realidade desse grupo de notáveis que pululam pelo Partido Socialista.
José Sócrates, armado de um conjunto admirável de frases feitas e um dedinho espetado no ar, quando não para todos os outros que com ele não concordem, iniciou então – determinado – o trajecto para o mais mal cheiroso dos pântanos.
Nada disto nos deveria espantar, basta para tal recordar as nobres intenções com que Sócrates nos brindou no seu programa de governo.
Logo ali, pedia “…uma atitude mais pró-activa”, avisando que “ temos todos de nos empenhar em criar uma imagem mais positiva do nosso país” e que, para que não persistissem dúvidas, que era seu “desígnio é formar uma aliança entre vastas camadas da sociedade portuguesa” com o propósito, mais uma vez, de “ projectar internamente e no Mundo uma boa imagem de Portugal e dos portugueses”, não lhe ocorrendo que para além da inexistência das tais vastas camadas da sociedade portuguesa, o Mundo não tivesse a mais leve intenção de se preocupar com a imagem do país e seus autóctones ou os ditos com a sua imagem perante o Mundo.
.Com a subtileza com que nos habituara no passado, Sócrates esclarecia ao tal Mundo que para além da imagem e a tal da atitude pró-activa, pouco mais nos separaria das grandes nações do planeta terra.
No planeta terra ninguém se comoveu e a vida continuou imperturbável.
Sócrates ficou, no entanto, verdadeiramente comovido e com a tal determinação que diz possuir tratou de interiorizar os nobres desígnios que anunciara, aplicando-se para que e pelo menos no seu caso particular, fossem atingidos os objectivos.
A sua imagem e a tal “projecção”, foram então geridas com uma competência sem par em toda a administração pública, não sendo esse esforço ignorado por boa parte dos jornalistas e aplaudido com entusiasmo por notáveis comentadores nacionais.
Apesar de tão comovente exemplo o país - e os portugueses - resolveram não o seguir e ficou apenas Sócrates a fingir que era Portugal.
Previsivelmente, muitos jornalistas e comentadores, confundiram os resultados obtidos por Sócrates com os obtidos pelo país. Não é por acaso que se viram em dificuldades para lidarem com os sucessivos episódios que Sócrates e o seu governo vêm alegrando a nossa vida.
Se uns se mostravam subitamente indignados com o logro em que, por sua culpa exclusiva, tinham caído, os outros negavam com todas a suas forças que algo se passava e outros ainda, davam novos exemplos de lealdade ao chefe e ao seu “sonho” por palavras ou extraordinárias demonstrações de lealdade como a ocorrida com um obscuro ex-deputado de nome Charrua.
José Sócrates, armado de um conjunto admirável de frases feitas e um dedinho espetado no ar, quando não para todos os outros que com ele não concordem, iniciou então – determinado – o trajecto para o mais mal cheiroso dos pântanos.
Nada disto nos deveria espantar, basta para tal recordar as nobres intenções com que Sócrates nos brindou no seu programa de governo.
Logo ali, pedia “…uma atitude mais pró-activa”, avisando que “ temos todos de nos empenhar em criar uma imagem mais positiva do nosso país” e que, para que não persistissem dúvidas, que era seu “desígnio é formar uma aliança entre vastas camadas da sociedade portuguesa” com o propósito, mais uma vez, de “ projectar internamente e no Mundo uma boa imagem de Portugal e dos portugueses”, não lhe ocorrendo que para além da inexistência das tais vastas camadas da sociedade portuguesa, o Mundo não tivesse a mais leve intenção de se preocupar com a imagem do país e seus autóctones ou os ditos com a sua imagem perante o Mundo.
.Com a subtileza com que nos habituara no passado, Sócrates esclarecia ao tal Mundo que para além da imagem e a tal da atitude pró-activa, pouco mais nos separaria das grandes nações do planeta terra.
No planeta terra ninguém se comoveu e a vida continuou imperturbável.
Sócrates ficou, no entanto, verdadeiramente comovido e com a tal determinação que diz possuir tratou de interiorizar os nobres desígnios que anunciara, aplicando-se para que e pelo menos no seu caso particular, fossem atingidos os objectivos.
A sua imagem e a tal “projecção”, foram então geridas com uma competência sem par em toda a administração pública, não sendo esse esforço ignorado por boa parte dos jornalistas e aplaudido com entusiasmo por notáveis comentadores nacionais.
Apesar de tão comovente exemplo o país - e os portugueses - resolveram não o seguir e ficou apenas Sócrates a fingir que era Portugal.
Previsivelmente, muitos jornalistas e comentadores, confundiram os resultados obtidos por Sócrates com os obtidos pelo país. Não é por acaso que se viram em dificuldades para lidarem com os sucessivos episódios que Sócrates e o seu governo vêm alegrando a nossa vida.
Se uns se mostravam subitamente indignados com o logro em que, por sua culpa exclusiva, tinham caído, os outros negavam com todas a suas forças que algo se passava e outros ainda, davam novos exemplos de lealdade ao chefe e ao seu “sonho” por palavras ou extraordinárias demonstrações de lealdade como a ocorrida com um obscuro ex-deputado de nome Charrua.
2007/01/08
Cavaco Silva
… eis que o nosso Aníbal falou, outra vez, ao país que ele se esforça por recuperar.
E que disse cavaco de tão transcendente que nem os mais excelentes bloggers e comentadores oficiais do reino puderam ignorar? Pouca coisa. Resumindo disse que quer resultados concretos.
Como escreveu o duo dinâmico “Constança/Pulido Valente”, fica a dúvida de se saber de que falava cavaco quando apelidou este Governo de “reformista”?
Não acho que o próprio Cavaco estivesse a pensar que ia ter tanto sucesso, afinal o que pede ele que qualquer gato pingado não peça? Nada.
Certo foi que de um lado tivemos um PS emburrado e dou outro um PSD aos pulinhos a imaginar a dor de cabeça que Sócrates estava a ter. Estão os dois errados, como de costume, por razões mais do que óbvias.
Uma delas é que quem diz que Sócrates é reformador é porque não lhe vê dificuldades em apresentar resultados, a não ser que saiba que estes não existem e assim esta exigência é um exercício de retórica e ponto final.
Outra, é que nem o PSD deve imaginar que Sócrates seja estúpido para não apresentar nada, nem que seja uma aparência de resultados, nem o PS deve esperar muitas dificuldades de Cavaco enquanto tiverem uma maioria absoluta.
Uma última razão (sinto-me especialmente generoso para dar mais uma) é que…tcham, tcham… Sócrates ainda tem uma maioria.
E que disse cavaco de tão transcendente que nem os mais excelentes bloggers e comentadores oficiais do reino puderam ignorar? Pouca coisa. Resumindo disse que quer resultados concretos.
Como escreveu o duo dinâmico “Constança/Pulido Valente”, fica a dúvida de se saber de que falava cavaco quando apelidou este Governo de “reformista”?
Não acho que o próprio Cavaco estivesse a pensar que ia ter tanto sucesso, afinal o que pede ele que qualquer gato pingado não peça? Nada.
Certo foi que de um lado tivemos um PS emburrado e dou outro um PSD aos pulinhos a imaginar a dor de cabeça que Sócrates estava a ter. Estão os dois errados, como de costume, por razões mais do que óbvias.
Uma delas é que quem diz que Sócrates é reformador é porque não lhe vê dificuldades em apresentar resultados, a não ser que saiba que estes não existem e assim esta exigência é um exercício de retórica e ponto final.
Outra, é que nem o PSD deve imaginar que Sócrates seja estúpido para não apresentar nada, nem que seja uma aparência de resultados, nem o PS deve esperar muitas dificuldades de Cavaco enquanto tiverem uma maioria absoluta.
Uma última razão (sinto-me especialmente generoso para dar mais uma) é que…tcham, tcham… Sócrates ainda tem uma maioria.
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